"...Plantem flores, minhas mãos, antes da paralisia. Plantem-se palavras no vaso raso desses dias antes que se ponha o sol..." João Batista Jorge
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
o princípio...
o princípio
era o verbo...
as palavras mágicas
ruborizavam
o amanhecer
o céu tem limites:
e as aves voam
desde antes da inanição
das pedras:
onde jaz
o rio...
Ricardo Campos
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
andar deixou rastro de estrelas
nunca andaremos pelo mesmo caminho,
andar deixou rastro de estrelas:
somos o sol em ebulição.
andarilhos que de tempos em tempos...
há de se colher raios solares à penumbra de ontem.
não se mede distâncias pelo riso;
muito menos se colhe ventos em
tempestades de lua cheia:
o amor não se planta a sós...
ricardo campos
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
sexta-feira, 12 de junho de 2015
vestígios de poesia
sente-se:
observe os astros.
as folhas de inverno em tom acinzentado.
silêncio:
manhãs solitárias entre inquietudes;
os cadernos guardam vestígios de poesia.
ricardo campos
segunda-feira, 8 de junho de 2015
salto
...quem disse
ser acaso:
-o salto do sapo
sobre
o vaso:
-até que o inverno chegue....
terça-feira, 7 de abril de 2015
próxima parada
...entre as coisas mínimas:
papéis rasgados
sol de outono
um gole d'agua...
(intervalo)
dentro do ônibus e à espera do outro:
-onde é a próxima parada?
Ricardo Campos
quinta-feira, 26 de março de 2015
tão logo a lua apareceu
tão logo a lua
apareceu
fez-se estrelas
céu de luzes
vaga-lumes
moinhos de vento
Ricardo Campos
como se não existisse o fim
a um pouco de nós
tão
perto
a
sós...
equidistante
à sombra
água
cristalina
rio
abaixo
como
se não existisse o fim
Ricardo Campos
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
poesia
tenhamos paciência
com a falta de chuva;
os sapos ainda coaxam
soberbos sobre as pedras.
ricardo campos
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
tão perto
as palavras anunciam
a quebra do silêncio:
vem de longe
rebento vento de maresia
sem que se mova montanhas.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
talvez nesta página
talvez nesta página
(corroída pelo tempo)
de um livro a ser escrito
por essas mãos enrugadas
o olhar propenso a eternizar
o horizonte
Ricardo Campos
sábado, 26 de julho de 2014
a chuva
desde quando:
a chuva insistente
fina e envolvente.
desde ontem:
quando a chuva
se desprende...
n'alguma nuvem;
n'algum lugar:
que não seja o céu.
Ricardo Campos
quarta-feira, 30 de abril de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
* devaneios noturnos
-você se arriscaria em uma noite
de estrelas de ontem?
-desculpe, mas a minha
noite as estrelas
ainda não aconteceram
-o silêncio de sempre,
mal penso um minuto
à frente.
-talvez, na próxima noite,
eu possa encantar-me
com devaneios noturnos
*(em construção- modificado em abril 2014)
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
café matinal
respira;
o silêncio de
manhãs rubras.
maçãs adormecidas
no café matinal.
Ricardo Campos
quarta-feira, 26 de junho de 2013
àquelas folhas que caíram ontem.
...desde quando chegou aqui
na rajada de folhas secas
era uma criança de olhar desconfiado
tímida como um silêncio
e até onde sei
não se fez adulto de alma crua
desde quando chegou
tua palavra/poesia abençoada
imortalizou auroras breves
desde àquelas folhas
que caíram ontem....
Ricardo Campos
domingo, 9 de junho de 2013
outono
um dia de cão
(vociferar)
outonos nos dentes
vadios bêbados
deitados em calçadas
frias
mariposas sentimentais
anunciam estrelas
tão distante a noite
ela apenas observa...
Ricardo Campos
(Modificado -Abril 2014)
sexta-feira, 10 de maio de 2013
casebres
fez-se
silêncio:
eram casas abandonadas,
tijolos à mostra,
janelas abertas...
pela porta;
vento outonal
(Ricardo Campos)
encantamentos
é poesia:
noite de
silêncios
e folhagens,
que se perdem
em crepúsculos
sonâmbulos.
cigarras sem asas:
tremulam na
copa de árvores,
auroras
frias,
encantamentos.
(Ricardo Campos)
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