"...Plantem flores, minhas mãos, antes da paralisia. Plantem-se palavras no vaso raso desses dias antes que se ponha o sol..." João Batista Jorge
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
apanhador de estrelas
apanhador de
estrelas,
luas e cometas:
-baby!
na negra noite;
poesia exalando!
Campos, Ricardo- Poesia-Literatura Brasileira-2012. série- pequenos poemas- [surtos poéticos]
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
página em branco
página em branco
múltiplos compassos
do vazio
silêncio de palavras
Campos, Ricardo- Poesia-Literatura Brasileira-2012. série- pequenos poemas- [surtos poéticos]
terça-feira, 28 de agosto de 2012
entre vós:poetas
entre
vós: poetas
repousa
neologismos
decifráveis
à medida do verso
verbos
quentes
madrugadas
gélidas
noites
solenes...
entre
vós: poetas
narrativas
de além horizontes
finita
aurora
dias
acinzentados
céu
de agosto...
Ricardo Campos
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
fundo da agulha
a lua que olho
passa no fundo
da agulha:
-costuro o céu
de estrelas...
Campos, Ricardo- Poesia-Literatura Brasileira-2012.
série- pequenos poemas- [surtos
poéticos]-2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
inverno
“Tudo que não invento é falso”
Manoel de Barros
cheiro de livro velho:
os silêncios navegam
entre pedras e as
sombras de inverno.
cores cinzas nos
desvãos do mundo.
-é inverno, meu deus!
é inverno!
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Dama Noturna
-A menina flor da noite?
-Ah, talvez seja.
(Um pouco pensativo com a mão sobre a face)
-Nos jardins mais insones e serenados.
-Eis, a dama da noite!
-Quero vê-la dançar ao relento.
Na lua quarto - crescente...
Ricardo Campos
domingo, 3 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
fragmentado
ermo de nada:
pedras que aprisionam gente
flor de aurora
rosa dos ventos...
engolimos cidades num fôlego só:
na incompletude de nossa terrível pressa
Ricardo Campos
01/06/2012
domingo, 27 de maio de 2012
faz sentido?
a zebra anda solta, galopante, errante: na página amarela.
a métrica anda de bronca com o verso solto,branco,defeituoso?
ando por aí, acolá, à procura de uns porquês, faz sentido?
Ricardo Campos
terça-feira, 8 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
flores que outonam
“Folhas secas me outonam”
Manoel de Barros
quer abrir caminho por entre as pedras.
onírica poética das folhas secas de outono;
flores que outonam , chuvas esporádicas:
amores de estação.
sábado, 21 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
poema
(passado, presente, futuro)
escreve-se no desapego, sem medo.
na hora incerta, no desassossego.
escreve-se assim, no improviso.
numa folha de papel ...
( amarelecida...)
quase esquecida , timbrada pelo vento...
Ricardo Campos
sábado, 3 de março de 2012
Tanka
no final da tarde
a chuva de veranico
adeus do domingo
as folhas caídas no solo
tempestade de janeiro
Ricardo Campos
a chuva de veranico
adeus do domingo
as folhas caídas no solo
tempestade de janeiro
Ricardo Campos
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